Ano do Assassinato Interior

Ano do Assassinato Interior

Autor: Nanmu

Após eras incontáveis, surgiu nos Seis Reinos uma força ainda mais aterradora do que a dos demônios. O protagonista masculino nº 1, por alguns motivos, renunciou ao seu poder originalmente imenso. Depois, para o bem de todos os seres, não teve escolha senão encontrar um jeito de recuperar o poder que tinha antes.

Ano do Assassinato Interior

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Capítulo Um O Pavilhão do Deus das Cinzas permanecia vazio havia muito tempo.

Na profundidade divina, ergue-se um vasto pavilhão, cuja aparência revela um engenho extraordinariamente discreto. O que se descortina aos olhos é um edifício desolado, marcado pelo abandono e pela decadência, mas incapaz de ocultar o brilho que outrora possuíra. Esse pavilhão pertence ao passado, pois há muito ninguém habita seus salões. Agora, ao redor dele, nuvens sombrias se acumulam, e ao seu exterior apenas restam árvores sagradas secas e botões de flores há muito murchos.

Num outro ponto isolado e silencioso, algumas crianças brincam, suas risadas preenchendo o ar. Próximo a elas, um homem de aparência madura, de barba negra longa e solta, está sentado à mesa, sorvendo chá. Seu semblante, parcialmente oculto pela barba, exala uma aura de nobreza.

Enquanto bebe, ele sorri e diz aos pequenos: “Vão com calma, não se machuquem, ou acabarão chorando e vindo me procurar.”

As crianças respondem em uníssono: “Sim, tio Huai, vamos tomar cuidado.”

Está prestes a tomar mais um gole de chá quando, inesperadamente, chega um visitante indesejado. Num instante, as crianças são derrubadas por uma força violeta brilhante. O sangue escarlate mistura-se ao chá, contaminando sua cor dourada.

Quando o homem reage, pronto para enfrentar o intruso, percebe que já está sob o controle dele. Só lhe resta sorrir, soprar o chá e observar o sangue dissipar-se lentamente.

Depois de resolver a situação das crianças, o intruso limpa a espada e dirige-se ao homem, sentando-se diante dele com naturalidade, tomando-lhe o copo das mãos.

Com tranquilidade, di

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