Crônica dos Seis Reinos

Crônica dos Seis Reinos

Autor: Encontro feliz

Depois do período das Primaveras e Outonos, as guerras pelo domínio do mundo se tornaram cada vez mais ferozes. Ding You, filho de uma linhagem nobre da região de Yunmengze, partiu de casa em viagem após a batalha de Yun. Desde então, sozinho, deixou o país e percorreu os Três Jin, foi a Qi e Lu, e, espada em punho, cruzou as fronteiras do sul. Pensou que poderia passar a vida inteira bebendo sobre as muralhas da Cidade de Zhennan, mas este mundo, no fim das contas, não tolera que um homem de coração partido se embriague sozinho. Muito bem. Se vós insistis em disputar este mundo tumultuado, então deixai-me empunhar a espada para pacificar os seis confins e devolver a este mundo humano um mar de paz.

Crônica dos Seis Reinos

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Capítulo 1: O Velho e o Jovem da Colina

No início da manhã, o primeiro raio de sol atravessou a névoa, banhando o topo das árvores e iluminando os pingentes de gelo suspensos, projetando sobre eles a silhueta de uma figura. Era um rosto jovem, com traços marcantes em um semblante magro; sobrancelhas retas como lâminas quase tocando as têmporas. Mesmo sentado, percebia-se seu porte ereto, tão altivo quanto os pinheiros vigorosos às suas costas.

Ele abriu os olhos, soltando um suspiro profundo.

O sol ascendia no céu como de costume, o entorno permanecia silencioso, e apenas o som esparso dos insetos quebrava o hábito da manhã.

Mas eu, preciso partir deste lugar.

O rapaz ergueu-se, pisou leve por entre alguns galhos e, em poucos saltos, desceu da árvore até um pequeno descampado. Diversos pingentes de gelo caíram ao solo, sem deixar qualquer vestígio.

Não era que o gelo não fosse duro o bastante, mas sim que, ao longo de dez anos, os pés do jovem haviam compactado aquela terra. Se não fosse pela resistência de algumas ervas daninhas, dificilmente algo criaria raízes naquele espaço restrito.

Ainda que as plantas não prosperassem, seus passos permaneciam firmes.

Sem perceber quando, o jovem fechou novamente os olhos, mas não interrompeu o movimento do corpo. Firmou os pés em ângulo, abriu e fechou os braços num gesto amplo e, com um estalo nítido que percorreu a coluna, toda sua postura se avivou como uma fera erguendo-se. Embora ainda jovem, o dorso já exibia, sob a pele, músculos insinuantes.

Com os punhos cerrados, movia-se pelo terreno, alternando os passos com pr

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