Após um longo sono, despertou na era do deserto pós-apocalíptico. Zhou Yi descobriu que, para escapar da tirania diurna dos Luminares, a nova humanidade só ousava viver à noite, escondendo-se durante o dia, acanhada nas sombras, recolhendo lixo por toda parte. Ele pensou: Ora, como a humanidade chegou a esse estado lamentável! De geração em geração, estamos cada vez piores. Permitam-me mostrar-lhes o modo de vida dos antigos. Transformar as terras devastadas, reconstruir o esplendor da humanidade!
Akin arfava pesadamente, sentindo como se lâminas frias revirassem sua garganta e seu peito.
O corpo exigia que corresse, mas o esforço de uma fuga prolongada tornava seus membros insubmissos; a perna direita, ensanguentada, tremia de frio.
Nesse instante, o sol despontava no horizonte.
A escuridão dissipava-se.
Sob a luz da aurora, o rosto pálido do jovem exibia o mais puro terror.
O dia havia chegado.
O dia...
As criaturas despertariam.
Adiante, não muito longe, o mar da morte — como névoa negra — começava a se transmutar em branco cálido.
Era a praia a leste do oásis, já demasiado distante da zona segura; mesmo em seu melhor estado físico, jamais teria como cruzar correndo o território de caça dos monstros e sobreviver.
O desespero invadia-lhe o âmago.
Sentia um frio insidioso nas costas, os pelos dos braços eriçados sem que percebesse.
Algo oculto o espreitava.
Akin procurou abrigo entre rochas, e então avistou, ao leste, atrás de alguns grandes pedregulhos, uma fogueira.
Seria um acampamento de caçadores?
O instinto de sobrevivência o conduziu até lá.
Ao chegar à beira do fogo, percebeu que havia apenas uma pessoa.
Era um ancião envolto em sobretudo negro, aparentando pouco mais de vinte anos; sobreviver até tal idade naquele mundo era prova de força.
Ao lado do homem de negro, repousava uma mochila volumosa e um artefato estranho.
O aparelho, de corpo amarelo manchado, possuía duas rodas, dianteira e traseira, e chifres como os de um carneiro; o restante era de delicada