O Caminho do Céu: O Um Oculto

O Caminho do Céu: O Um Oculto

Autor: Mi Kaokao

O Grande Dao contém cinquenta, o Céu manifesta quarenta e nove, e retira-se o um; esse um é a variável, e também o segredo dos céus! Por que inúmeras histórias dos mitos antigos, como Pangu abrindo os céus e Nüwa criando a humanidade, puderam circular pela Terra por tanto tempo e permanecer sempre vivas? Afinal, tudo isso são lendas, ou foram de fato acontecimentos reais que um dia ocorreram? O caminho celestial não tem piedade e trata todas as coisas como cães de palha; assim, os seis reinos já chegaram ao ápice, a roda da reencarnação foi invertida. Se se deseja devolver o Dao ao vazio, como romper esse impasse? A Terra, esse grande xadrez cósmico já disposto pelos sábios, ainda poderá aguardar a chegada daquele “um” capaz de entrar no jogo e quebrar a situação? Nascido com a veia de pedra, obteve por acaso a chance de entrar no Dao, mas acabou cruelmente abandonado pela própria escola, traído pelos amigos e pela mulher amada; por fim, só desejava a morte, mas sua alma voltou a cair no tabuleiro e assim se tornou um corpo de variáveis! Na Terra, ele se dedica obstinadamente a desvendar o mistério das lendas míticas da China, ao mesmo tempo em que percorre, com imponência, o auge dos negócios e do poder! No mundo do Dao, ele confirma uma a uma as respostas, tornando ainda mais nítidos os mistérios das lendas chinesas, e cresce passo a passo até se tornar a maior variável, rompendo o impasse e saindo vitorioso!

O Caminho do Céu: O Um Oculto

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Capítulo Um: A Família Jiang

No início da década de 1980, a China já havia passado pelo processo de reforma e abertura, e o desenvolvimento em diversas áreas caminhava a passos firmes. Contudo, é preciso admitir que, apesar de não se poder afirmar que a vida dos habitantes urbanos era extremamente árdua, a existência no campo certamente não era das melhores. Não importa em que época vivam, o maior sonho dos camponeses sempre foi possuir uma parcela de terra própria; o motivo é simples: eles dependem do trabalho árduo de suas mãos para cultivar e criar a própria felicidade.

Em meados de 1984, apesar da implementação do sistema de contratos individuais, a terra era escassa e todos enfrentavam um grande desafio: desbravar novas áreas para o plantio.

Numa pequena cidade afastada, situada entre montanhas, havia um vilarejo chamado Ponte Grande, incrustado entre fendas rochosas. O nome do lugar é curioso: em meio ao vale, corre um pequeno rio, sobre o qual se ergue uma ponte de pedra imponente, com três grandes arcos lado a lado, e, nas extremidades, dois pequenos arcos semelhantes a portais. Comparada aos vilarejos próximos, ou mesmo à cidade, esta ponte já era considerada grandiosa, daí o nome "Ponte Grande".

Por estar entre montanhas, todas as casas do vilarejo foram construídas junto à encosta e ao rio. "Junto à montanha e ao rio" soa poético, mas para os habitantes era uma necessidade imposta pela geografia. Fora as margens do rio, onde o terreno era relativamente plano, o restante era impraticável para edificações. As terras cultiváveis também ficavam nas margen

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