———Texto da obra——— Beleza de ar direto X florzinha de alto escalão, soco no rosto do “cara durão” que cai de amores, casamento primeiro e amor depois. A doce e delicada Jiang Yunshu é tão bela quanto uma flor, com um temperamento suave e obediente. Quem a vê não consegue evitar que o coração amoleça; até falar com ela vem carregado de ternura. Exceto Shen Du. Shen Du não disfarçava nem um pouco seu desgosto por Jiang Yunshu. Tratava-a com frieza, quase com crueldade, e muitas vezes a fazia chorar de olhos marejados. Quem diria que, no fim, esses dois acabariam casados. Todos pensavam que os dias de Jiang Yunshu na família Shen não seriam fáceis, e que ela seria ainda mais maltratada. No entanto, depois do casamento, Jiang Yunshu só ficou cada vez mais radiante, resplandecente, sem traço algum de vítima oprimida. Em contrapartida, Shen Du foi aos poucos se tornando estranho, temperamental, imprevisível. Diziam que, certa vez, alguém foi até o escritório de Shen Du pedir um favor. Mal tinha dito duas frases, e o Shen Du, que antes parecia estar de ótimo humor, explodiu de raiva. Com o rosto fechado, Shen Du rosnou com a voz rouca: “Não entendeu? Saia!” Eles fugiram às pressas, sem ter a menor ideia de por que Shen Du, de repente, ficara com as orelhas vermelhas e explodira daquele jeito. E tampouco poderiam imaginar que, depois de todos irem embora, Shen Du ergueria de forma brusca, debaixo da mesa, aquele rostinho encantador escondido ali. Os dedos ásperos amassavam sem nenhuma piedade os lábios úmidos dela. A respiração de Shen Du estava descompassada, e ele cerrou os dentes: “É divertido? Já se divertiu o suficiente?” * Na vida de Shen Du, que sempre correu sem obstáculos, ele jamais encontrou uma mulher tão absurda quanto Jiang Yunshu. Ele não tinha absolutamente nada para fazer contra ela. E, pior ainda, não conseguia impedir a si mesmo de afundar cada vez mais no doce redemoinho dela. Até aquele dia. Os dedos delicados de Jiang Yunshu passaram de leve por uma antiga cicatriz nas costas dele, enquanto ela sussurrava: “Ainda bem que, naquela época, foi você que me salvou no beco escuro. Deve ter doído muito, né?” O corpo de Shen Du enrijeceu na hora, e suas pupilas estremeceram. Ele sabia muito bem que nunca havia salvo ninguém em algum beco escuro. E aquela cicatriz tinha sido deixada no campo de batalha, no ano em que ele partiu em campanha com o exército. Guia de leitura: 1. O protagonista masculino é bem convencido no início: frio, arrogante, superior a todos, com perfil de “fogo contido”. Só depois de descobrir que a esposa não o ama nem um pouco é que ele vira um cachorrinho humilde, exibindo-se como pavão para chamar a atenção dela e implorando, choroso e ressentido, pelo amor dela. 2. A protagonista feminina age mais no começo, mas sem se humilhar; não é aquela heroína puramente virtuosa tradicional. Tem moral, mas não muita. O lema é: com dinheiro não se compra a alegria da irmã. 3. Romance em primeiro plano; o enredo serve ao romance. Noventa por cento é namoro. Tom doce. ———Texto de recomendação——— Recomendo um romance antigo excelente! A autora escreve por amor, escreve muito bem e ainda é de graça; é bem gordo, corram lá para devorar!!! “O Outono das Folhas” por Si Liaoliao 【Uma viúva linda e ardilosa, de coração negro, fingindo ingenuidade x um príncipe teimoso que se curva por amor】 【A pequena viúva de coração negro é uma espiã!】 Na primeira vez em que Ji Ci viu Qiu Ziye, teve a intuição de que aquela pequena viúva exalava, por todos os lados, uma estranheza indescritível. Ela era a filha legítima mais velha da família do duque An, pouco favorecida, criada desde a infância em terras distantes. Bonita, bondosa, querida por todos ao redor. Mas, assim que entrou na mansão do general, na primeira noite de núpcias, a família do marido sofreu um massacre total, e o esposo morreu envenenado. Na noite do crime, sob a luz das chamas, ela o encarou de forma inesperada, olho no olho. Depois disso, em um instante, surgiu naquele rostinho inofensivo uma expressão de piedade e fragilidade. Mais tarde, sem sua permissão, ela deixou escapar: “Irmão Jianxi”, com a voz suave e doce, fazendo suas pernas amolecerem. Ji Ci, sério, não deu a essa pequena viúva nenhuma chance: “É proibido chamar diretamente o nome deste príncipe, e é proibido me chamar de irmão!” Só que ele não esperava que ela chamasse de “irmão” qualquer pessoa. Ela parecia muito inocente, sem entender a distância entre homens e mulheres, sempre “sem querer” rompendo os limites entre os dois. Ela amarrou um saquinho de doce de açúcar fiado em sua cintura, exibiu os dedos queimados e, com os olhos em movimento e a voz terna, disse: “Vossa Alteza, cuide-se bem.” Ela era linda, fofa e, embora vivesse de pequenas artimanhas, aos olhos de Ji Ci talvez fosse apenas alguém que nunca recebeu educação desde pequena. E ele jamais soube que aquela pequena viúva, aparentemente frágil e incapaz de cuidar de si, era na verdade a espiã do país inimigo, Jiang Qiuyue. Sob sua sequência de apostas cuidadosamente planejadas, ela usou todos os métodos vis para, enfim, tornar-se sua esposa. Ji Ci, que achava ter enxergado tudo, tentou educá-la: “Sei que tua astúcia vem das dificuldades do passado, mas no futuro deves certamente viver com bondade, conter-te e seguir os ritos.” Ela assentiu com lágrimas como flores de pera e, ao levantar a cabeça, beijou-o suavemente: “Irmão Jianxi, Ye’er não pode viver sem você.” Mesmo tendo sido enganado por ela, ainda assim voltou a afundar naquele mar de ternura. Só muito tempo depois ele descobriu que, da boca dela, nem uma única palavra era verdade. E os verdadeiros culpados por todos aqueles casos, no fim das contas, eram justamente a pequena viúva chorona e manhosa que dormia ao seu lado... 1v1, corpo e alma puros, sc
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“Mu Yun” foi publicado na Cidade Literária de Jinjiang.
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Capítulo 1
Era início da tarde, mas o céu estava escuro como à noite.
Nuvens negras rodopiavam, sombras das árvores balançavam ao vento. Na rua deserta, ninguém passava havia muito tempo, exceto por uma jovem de figura esguia, que permanecia sozinha à beira da estrada.
O vento forte despenteava seus cabelos e fazia rodopiar a barra branca e bordada de seu vestido. O céu opressivo acentuava ainda mais a delicadeza e a solidão de sua silhueta.
Os fios rebeldes que lhe roçavam o rosto foram delicadamente enrolados atrás da orelha por seus dedos, revelando um rosto de beleza marcante e refinada.
Cabelos negros, pele alva, lábios cor de cereja, nariz delicado; seus olhos, grandes e de formato delicado, eram límpidos e claros, brilhando com uma luz suave. O canto dos olhos, levemente arqueado, trazia uma sedução sutil.
Era como se pureza e desejo coexistissem em harmonia nesse rosto esculpido em jade, tornando-o ainda mais hipnotizante.
A poucos passos, um jovem atendente da loja já estava à porta, furtivamente a observando há bastante tempo.
Vendo que o tempo só escurecia, ele finalmente não conteve o impulso de se aproximar e, ao falar, percebeu que sua voz involuntariamente se suavizara.
“Moça, logo vai chover. Se não puder partir agora, por que não entra para se abrigar? Assim pode esperar a chuva passar antes de seguir seu caminho.”
Ao ouvi-lo,