Mata alguém a mil léguas, mas não se dispõe a dar dez passos.
As quatro direções sempre foram plenas, que dúvida haveria sobre a energia deste lugar? Por isso, devo compor um novo poema. Flores ocultas perfumam o vale, algas frias dançam nas águas profundas. Se pudesse emprestar o vigor dos dois braços de Jade do Rio, nem mesmo as fadas celestiais sentiriam saudades. Que a correnteza leve de volta quem parte. No cume, resta o pôr do sol, o orvalho já umedece as vestes.
(Su Shi, Imortal à Beira do Rio, escrito na Caverna do Vento e da Água, usado como epígrafe.)
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Ao sul do Continente do Céu Matutino, uma cadeia de montanhas verdejantes se estende por milhares de léguas, com centenas de picos magníficos ocultos durante todo o ano entre nuvens e névoa.
É ali que reside a maior seita de cultivadores do mundo, a Seita da Montanha Verde, cuja verdadeira aparência raramente é vista por mortais.
Ao redor da Montanha Verde, espalham-se vilarejos e pequenas cidades comuns. Entre elas, há uma vila situada na região sudoeste de colinas, batizada de Reunião das Nuvens devido à névoa imortal que desce das montanhas.
O cenário da vila Reunião das Nuvens é encantador, e nesta época de início de primavera, a brisa suave acaricia o rosto, os álamos soltam seus flocos ao vento, a névoa paira, quase imperceptível, como um reino celestial.
Os moradores da vila caminham tranquilamente, já acostumados a tal paisagem, enquanto os visitantes nas estalagens não poupam elogios.
Na janela, sentado, Yin San só pensava em comer fondue.
“Não há problema no mundo que um fondue não resolva; se houver, dois fond